Sábado, 11 de Fevereiro de 2012

De Bangkok para Koh Tao! (ou em tailandês: "Da água para o vinho!")


 

Viemos para a Tailândia com uma certeza, não queríamos planear demasiado a viagem mas sim andar ao sabor do vento e ver o que o universo tem para nos oferecer. Cada dia tem sido uma agradável batalha para decidir onde ir, como o fazer, onde dormir, onde comer. Há dias difíceis em que o cansaço se apodera de nós mas sabe estranhamente bem esta sensação de estar completamente perdido, sem perceber nada do que está escrito à nossa volta e sem ser compreendido pelas pessoas que nos rodeiam, sem obrigações e com infinitas possibilidades à escolha.

     Depois de 7 dias em Bangkok descemos de autocarro para sul, Chumphon, a 500 km da capital. Inicialmente escolhemos esta cidade porque lemos que é um bom ponto de paragem, com boas ligações para vários destinos. Sabíamos apenas que tínhamos de rumar para sul, onde começaremos o nosso voluntariado dentro de alguns dias. O resto decidíamos depois.
    Enquanto jantávamos no terminal da central de autocarros, começou a dar o hino do Rei nos ecrãs. Nesse momento, todos interromperam o que quer que estivessem a fazer e prontamente se levantaram permanecendo estáticos e em silêncio até este terminar. O respeito e a devoção pelo Rei parecem ser imensos, imagens deste e da Rainha aparecem constantemente espalhadas por todo o Reino em outdoors gigantes, templos, altares de casas e lojas, posters, pendentes, notas e moedas, etc.. Desrespeitar a realeza chega a ser fortemente punível.

    O que pensávamos ser uma comum viagem de autocarro acabou por se revelar uma caixinha de surpresas. Assim que nos sentamos foi-nos gentilmente oferecido uma garrafa de água e um sumo de frutas e legumes! Mantas e almofadas também estão à disposição de todos.  A meio da viagem fizemos uma paragem  e fomos convidados a jantar num salão onde mesas rotativas estavam já postas e com uma sopinha e alguns petiscos prontos, à nossa espera. “For free” informavam-nos eles.


Sábado, 4 de Fevereiro de 2012

Não há nada como ver com os próprios olhos!

    Os últimos dias têm sido bastante cansativos, ainda estamos a acertar os sonos e temos caminhado durante horas, apanhamos taxis, tuk tuks, barcos, comboios, etc. Temos andado mais pelas redondezas do que pelo centro da cidade, ao qual fizemos apenas uma breve visita - para já.
   Antes de sair de Portugal tentamos ler e aprender um pouco sobre a cultura Tailandesa para saber 'o que fazer e o que não fazer' e a maior parte do que foi lido parece não coincidir assim tão bem com a realidade.

   Aqui os monges parecem ter um estatuto especial, existem vários transportes públicos com lugares destinados a estes, que não se devem sentar perto de mulheres para evitar o contacto físico. As mulheres também não lhes podem tocar nem falar, a menos que seja este a tomar iniciativa.
    No entanto, ontem, enquanto passeávamos pela cidade fomos abordados por um monge que, após uns minutos de conversa complicada devido ao estranho inglês que estava a ser praticado nos convidou a sentar no alpendre da sua casa e nos ofereceu duas pulseiras (fios de lã) e colocou-as nos nossos braços. Apelidou-nos de Batman (Valter), Catwalk (Ana) e a ele próprio Superman. Em seguida apontou para a parede da sua casa, onde tinha colados vários recortes de BD. Conhecemos um monge viciado em BD!


Quarta-feira, 1 de Fevereiro de 2012

Chegada a Bangkok



     Depois de 3 dias de viagem,  4 aeroportos e 18 horas de voo no total, chegamos finalmente!
Aterramos em Bangkok. O aeroporto é gigante e as filas para obtenção de visto não tinham fim, como se não nos tivesse bastado já a dose de regras de segurança e rastreios que passamos até chegar ao destino final.
    Que não é final.
    Saímos do aeroporto e apanhamos um comboio para Phaya Thai. Fizemos aqui o primeiro pagamento com a moeda tailandesa, o baht, que fez com que a senhora da bilheteira ficasse a olhar para nós com um ar muito aborrecido, talvez devido ao tempo que demoramos a identificar as moedas.
    Nesta primeira viagem de comboio fomos observando a paisagem que ficava para trás e assim de longe e no escuro (eram já 22 horas) tudo era demasiado parecido com o mundo ocidental. Destacámos os outdoors gigantes em todo o lado, um deles com o Cristiano Ronaldo.
    Os bilhetes de comboio aqui parecem-se com